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quarta-feira, 1 de julho de 2009

Ficar à espera dos juros?


Atravessamos uma época em que os bancos pouco ou nada remuneram as aplicações dos particulares e empresas. Apenas alguns bancos e apenas a alguns clientes, oferecem taxas que valem a pena deixar o dinheiro parado à espera do tão desejado juro.
Um cenário destes deixa ao investidor menos uma alternativa de obter retorno e força-o a optar por outras, uma vez que não deseja ver o seu dinheiro consumido por uma desvalorização invisível e contínua.
Uma destas alternativas passa pelo investimento em áreas de negócio. Não significa que o investidor vai passar a trabalhar numa empresa, ou escritório, das 9 às 18, estrangulando a sua veia investidora até aos 65 anos. De maneira nenhuma. Aliás, se o indivíduo com propensão para o investimento fizesse isso seria um infeliz (o meu ilustre leitor sabe que há gente que não nasceu para estar enclausurado).
Esta alternativa passa, por exemplo, por adquirir um negócio (ou parte), normalmente já em funcionamento, injectando-lhe dinheiro fresco e aguardando um retorno superior ao decadente depósito a prazo. Ou então, promover o arranque do tal negócio com recurso às pessoas certas e à aquisição de maquinaria ou instalações, esperando, também, a merecida compensação.
Qualquer destas alternativas passa por uma análise cuidada do processo e pela escolha dos profissionais certos, de modo a não perder as suas preciosas horas de sono.
Felicidades!

Categoria: Dr. César Ribeiro
Fonte:Congresso Financeiro Lisboa

terça-feira, 23 de junho de 2009

Perder hoje…



Por vezes questionamos algumas decisões de quem administra. Quase sempre fazemo-lo sem conhecer todo o cenário e julgamos que temos muita razão.

Como foi noticiado nestes dias, a nossa transportadora aérea (TAP) cancelou mais de dois mil dos seus voos. Poderíamos pôr em causa esta decisão e achá-la até injusta para quem já tinha reserva. Não deixa de o ser, a não ser que estes passageiros tenham recebido o justo reembolso.

Em todo o caso e é aqui que eu quero chegar, se os responsáveis não tomassem esta decisão a companhia perderia dinheiro em tais voos.

Aqui está uma característica que devem ter os bons administradores: às vezes é preciso recuar para chegar mais longe. Recuar, no mundo empresarial, nem sempre significa perder. Às vezes é preciso “recuar” hoje para ganhar amanhã. Bem vão as organizações que sabem recuar na altura certa.

A juntar a isto há dois factores importantíssimos:

i) As empresas nasceram para dar lucro;

ii) As empresas são cada vez mais globais.

Na natureza, o acto de podar significa retirar parte de plantas, arbustos, árvores, cortando-se ramos inúteis permitindo um crescimento de forma ordenada.

Em tempos difíceis o único objectivo não é crescer. Muito para além disso é preciso crescer de forma ordenada. É essa a razão que leva muitos empresários a concluir que os tempos de crise servem para limpar do mercado empresas que não interessam ao tecido empresarial, nem tão pouco aos consumidores.

Compete a quem gere os negócios conhecer o tempo oportuno de fazer a poda e manter as suas organizações limpas.

Publicado por Dr. César Ribeiro - fonte:Congresso Financeiro
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