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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

“Temos que fazer um trabalho inteligente” trabalho evangelístico na Estónia

O pastor Ailton Soares vai iniciar o trabalho evangelístico na Estónia. Ao Folha de Portugal conta como tem sido o seu percurso dentro da Igreja e o que espera deste novo desafio
Folha de Portugal (F.P.): Como chegou ao Centro de Ajuda?

Pr. Ailton Soares (A.S.): O que me trouxe ao Centro de Ajuda foram problemas familiares e sentimentais. Tinha 16 anos e muitos problemas familiares. O meu pai era alcoólatra, num estado muito avançado e, por causa disso até aos 12 anos , via-o bater na minha mãe. Cresci com um ódio e revolta dentro de mim, que não me deixavam nem olhar para ele.
Chegava a pensar em formas de o matar. Depois acabou por sair de casa mas a minha mãe manteve uma relação com um homem casado e com filhos, cuja esposa fez bruxaria contra a minha mãe.
Entretanto, foi a minha mãe que chegou a fazer bruxarias para nos conseguir proteger e, nessa altura, começou toda a desgraça. Parti um braço e uma perna, tive uma depressão e dores de cabeça constantes. A ida ao bruxo não resolveu nada, pelo contrário, só piorou. Começaram a haver discussões entre mim e a minha mãe, passei a ser um jovem revoltado e muito nervoso.
Na área sentimental, não conseguia ter uma relação duradoura com ninguém, era muito solitário.
F.P.: Como conseguiu a sua libertação?

A.S.: O meu processo de libertação foi rápido, devido ao facto de me ter entregue muito rapidamente também. O último momento da minha libertação foi o perdão ao meu pai e foi bastante complicado porque havia muita raiva dentro de mim. Um dia, depois de uma reunião no Centro de Ajuda, marquei um encontro com ele.
Nessa altura disse-lhe tudo o que ia dentro de mim e deitei fora a mágoa, o ódio, a minha intenção de o matar… E ele chorou, como se fosse uma criança.
Depois dessa conversa foi como se uma pedra enorme tivesse saído de dentro de mim. Senti que a partir daquele momento nada impedia o meu encontro com Deus.
F.P.: Como é que tem sido o seu percurso na obra? Em que países já esteve?

A.S.: Batizei-me nas águas, tornei-me obreiro e depois pastor auxiliar. E começou aí a minha jornada no Altar.
Comecei no Rio de Janeiro e fiquei lá cerca de um ano e meio. Depois fui para a Rússia, dando apoio ao bispo responsável pelo trabalho da Igreja naquele país. Havia apenas uma Igreja e demos início ao trabalho evangelístico ali, abrindo depois vários Centros de Ajuda em várias cidades.
São culturas totalmente diferentes, em todos os aspetos, desde a comida, ao clima, à língua e às próprias pessoas. São um povo muito fechado, muito frio e é difícil conseguir tocar nos seus corações. Depois disso passei pela Ucrânia e pela Moldávia, até que vim para Portugal.
F.P.: Como é que encara o desafio de ir para a Estónia?

A.S.: Vamos chegar à Estónia e não há absolutamente nada, vamos ter que criar tudo. Ali vão estar pessoas que nunca nos viram e que nós também nunca vimos… Além disso, há uma diversidade muito grande de etnias e até na própria língua há diferenças dentro do país.
F.P.: Quais são as suas expetativas sobre o que vai encontrar?

A.S.: A expetativa é sempre de que corra muito bem! Mas, sabemos que não é fácil. Temos uma Fé-inteligente e, por isso, sabemos que temos que fazer um trabalho inteligente, que toque no coração das pessoas. É um outro povo, uma outra cultura, uma outra situação.
Já temos um hotel conceituado da capital onde vamos fazer as primeiras reuniões, já temos contactos de pessoas que ligam para os países vizinhos e que são da Estónia, para lhes enviarmos uma carta a avisar que vamos estar presentes no país. Inclusivamente já está também a ser construído o site do CdA na Estónia.
É um povo que sofreu muito devido ao facto de vários países terem mandado um pouco neles e, por isso, tornou-se descrente. 80 por cento das pessoas no país não crê em Deus e dos que creem, a maioria são luteranos e por isso religiosas e tradicionais.
É uma grande luta, não é fácil começar algo do zero e não é da noite para o dia que se faz um trabalho deste tipo.
CentrodeAjuda
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terça-feira, 10 de setembro de 2013

Portugal com futuro

O nosso país tem enfrentado muitas dificuldades económicas e financeiras ao longo da sua História, com 874 anos de independência e 870 de reconhecimento como nação. Durante o tempo da Monarquia, os críticos do regime consideravam que existia muito desperdício, o que causava um défice elevado. E este foi um dos motivos que levou a que tenha acontecido um dos eventos mais importantes do século XV, os Descobrimentos. Com o intuito de tentar resolver os problemas das finanças públicas, Portugal foi à descoberta de muitos países e deu novos “mundos” ao Mundo. Com a queda da Monarquia e a implantação da República surgiu na cabeça das pessoas a ideia de que um novo paradigma estaria a chegar. Mas, mais uma vez, as coisas não correram tal como havia sido prometido e apregoado, pois as dificuldades que o país viveu levou a que se instalasse um regime ditatorial do Estado Novo.
Durante 41 anos, o país viveu a repressão social, política e financeira, não existindo liberdade. No entanto, durante este período as contas públicas estiveram equilibradas, sempre a custo do sacrifício de muitos direitos e garantias. Por três vezes Portugal recorreu a apoio externo para equilibrar as contas públicas: em 1977, apenas três anos de ter sido destituída a ditadura, aconteceu a primeira bancarrota, com o na altura presidente da República Ramalho Eanes e o primeiro-ministro Mário Soares; em 1983 aconteceu o segundo resgate, ainda com o mesmo presidente, mas com um governo de bloco central, entre o PS e PPD/PSD; o terceiro resgate aconteceu em 2011, na altura o presidente da República era Cavaco Silva e o primeiro-ministro José Sócrates. Será que após todos estes resgates Portugal ainda tem esperança? Na minha modesta opinião, penso que temos muita esperança, pois ainda que sejam muito pequenos os sinais de recuperação, estes já se começam a sentir.
O desemprego tem baixado ao longo de três meses, retirando assim o chamado efeito da sazonalidade. Afinal, a hotelaria e a restauração criaram cerca de cinco por cento dos empregos e a venda de carros continua a subir. A indústria do azeite em Portugal apresenta sinais de crescimento e desenvolvimento. Afinal, para superar as dificuldades temos de olhar para os bons exemplos e segui-los, encarar os erros e corrigi-los.
João Filipe
Diretor - Folha de Portugal
Blog Amigos da Universal!

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Portugueses de valor

As notícias a que temos tido acesso nos últimos tempos parecem transmitir que não existe nada que se aproveite no nosso país à beira-mar plantado, pois continua a imperar a corrupção e o sentimento de impunidade. Quando falamos com algumas pessoas ainda vamos encontrando motivos de esperança, mas, quando se escutam as entrevistas de rua feitas pelos diversos canais, o que se nota é uma onda enorme de desmotivação. Só o que poucos sabem é que existem portugueses de valor em muitas áreas de investigação, tanto na Medicina como na Ciência. Contudo, os feitos dos cidadãos nacionais não se ficam por estas áreas, existindo ilustres portugueses nas Finanças, no Desporto e na Gestão. Também nas áreas da Engenharia e da Arquitetura, os portugueses têm vindo a dar cartas a nível internacional. E como podemos observar existem muitas qualidades nos profissionais nacionais. Mesmo no momento difícil que o nosso país enfrenta, ainda existem motivos para se ter esperança, uma vez que as exportações portuguesas este ano já são em maior número do que as importações. Dado que pode ter várias leituras, mas que mesmo assim contribui para atenuar os efeitos da recessão do consumo interno. Pensemos que o que é produzido no nosso país acaba por ter bastante qualidade, já que continua a ser bastante requisitado. Por isso, é necessário que cada pessoa possa ter dentro de si a vontade de mudar a sua situação, para que assim também possa contribuir para o crescimento de Portugal. Afinal, murmurar e lamentar os problemas não trará a solução para as dificuldades. A realidade é que existem muitos e bons portugueses, tanto por cá como por esse mundo afora, por isso, não nos devemos sentir diminuídos, nem fragilizados diante seja de quem for, já que podemos fazer tão bem ou melhor do que as outras pessoas, independentemente da sua nacionalidade. Os portugueses são tidos como um povo campeão no desenrascanço, mas também neste particular o paradigma está a mudar, pois, a população ativa portuguesa começa a ter mais formação académica, o que pode, num futuro próximo, trazer grandes benefícios. folhadeportugal.pt

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Trair faz mal à saúde

Longa é a história da infidelidade. Tão longa quanto a do amor, têm andado de mãos dadas desde sempre. Mas é tanta a curiosidade que levanta estes fenómenos quanto a impossibilidade em medi-los com exatidão, pois é difícil quantificar as vivências relacionadas com a sexualidade e a conjugalidade. Diz-se que os homens exageram nas suas perfomances e as mulheres tendem a retrair-se, preservando mais a intimidade. Por norma são elas as traídas e eles os traidores. Elas sentem-se sós no casamento e quando traem, fazem-no pelo afeto. Eles querem experiências apenas físicas, traem pelo sexo. Mas nem sempre é assim e o retrato da infidelidade está a mudar. As mulheres, integradas num mercado de trabalho mais amplo, passaram a estar em contacto direto com um maior número de homens e as mudanças sociais e culturais, com hábitos diferenciados, afastaram para longe o sentimento feminino da culpa.
Ainda que a infidelidade conjugal seja uma prática geralmente condenada, o certo é que quase todas as pessoas em alguma altura da vida acabaram por ser infiéis.
Portugueses a descoberto
Aquele que pode ser considerado o mais detalhado estudo alguma vez realizado em Portugal sobre a sexualidade – Saúde e Sexualidade – da autoria da investigadora Sofia Aboim, do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, colocou a descoberto a intimidade dos portugueses. Também a fidelidade, ou a falta dela, foi tratada e o estudo chegou à conclusão de que 12% dos portugueses são infiéis. Neste grupo, foram os homens que em maior percentagem tiveram relações ocasionais: 15,7% e 21,8% dos homens afirmaram que o último e o penúltimo parceiros, respetivamente, foram ocasionais, contra 4,5% e 5,9% entre as mulheres.
Relativamente à infidelidade conjugal, os 12% dos inquiridos a viver em casal confirmam ter tido outros parceiros sexuais fora do casamento durante os últimos cinco anos. A infidelidade foi admitida por 16,9% dos homens e apenas 7,1% das mulheres.
O gene da traição?
Apesar da infidelidade ter outras causas, como psicológicas, ambientais e comportamentais, para a professora de Química Orgânica e Química Farmacêutica e Medicinal, na Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto, a infidelidade radica, em parte, em razões químicas. “Homens com menor tendência para o casamento, ou com maior tendência para o adultério, ou ainda com maior propensão para o divórcio demonstram frequentemente um nível médio e alto de testosterona”, escreve Madalena Pinto, no seu livro Química do Amor e do Sexo.
Já os investigadores do Instituto Karolinska, na Suécia, identificaram a infidelidade com um gene, o alelo 334, que é responsável pelo receptor de argininavasopressina, uma hormona se encontra no cérebro de grande parte dos mamíferos. Segundo a investigação, os homens são mais fiéis quando carecem deste alelo.
Leia na íntegra na versão PDF ou adquira a “Folha de Portugal” no CdAE mais perto de si!

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Cause boa impressão, entrevistas de emprego


Se está à procura de uma vaga de trabalho, então, deve estar preparado/a para as entrevistas de emprego. E, na hora da conversa, vários detalhes são observados pelo/a avaliador/a, o qual analisará se está apto/a ou não para assumir qualquer função dentro daquela empresa. Sendo assim, é bom ficar atento/a às dicas, para não passar vergonha na hora de ser entrevistado/a.
Aja naturalmente
De acordo com a consultora de imagem Ciça Gut, deverá agir com naturalidade, descobrindo qual é o seu perfil. Por isso, ter cuidado e zelo consigo mesmo/a é fundamental, pois nem sempre terá uma nova oportunidade para causar uma boa impressão.
Preserve a imagem pessoal
A consultora explica que, antes mesmo de dizer “Bom dia!”, a sua imagem já está a transmitir para a outra pessoa diversas mensagens sobre si. “Transmitir tranquilidade, naturalidade e não mentir em hipótese alguma é o início para que tudo dê certo”, ressalta.
Tenha estilo
Valorize e aprimore o seu estilo através do seu vestuário, pois, a escolha correta de roupas e acessórios é muito importante quando for fazer a entrevista. Dê preferência ao vestuário que combine com a sua personalidade. De acordo com a especialista, o visual de uma pessoa, incluindo roupas, acessórios, cabelo e maquilhagem, é tão importante, que é responsável por 55% do sucesso da entrevista. Sendo a postura e as expressões faciais e corporais, o tom de voz e os gestos responsáveis por 38% e o discurso por 7%.
Não tropece no português
Ciça afirma que roupas discretas, cabelos limpos e unhas cortadas são essenciais, mas, aliados à fala correta do português, com objetividade e coerência, poderão garantir uma boa impressão logo à primeira.
Tenha segurança
Porém, nada do citado acima adiantará se estiver inseguro/a. Por isso, deverá ter um aperto de mão firme e olhar nos olhos do/a entrevistador/a. Nada de ficar com medo! Com isso, já estará a dar um grande passo para obter uma ótima impressão para assumir uma vaga no mercado.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Vaidade masculina

O ser humano tem tendência a ser vaidoso. Seja homem ou mulher existe sempre o desejo de estar bem apresentável de forma a impressionar a cara metade, mas até à pouco tempo, a vaidade era uma virtude atribuída ou melhor reclamada mais pelas mulheres.
Elas sempre fizeram sessões de cabeleireiro, massagens, manicure, pedicure e SPA’s, e, hoje, continuam a ter como princípio os cuidados com o seu corpo.
Mas, os padrões de beleza atuais baseiam-se cada vez mais em operações estéticas, muitas vezes, feitas em clínicas pouco recomendáveis, que colocam em risco a saúde.
Contudo, o que se observa, cada vez mais, é o facto dos homens passarem a ter mais cuidados com o seu corpo.
Quer isto dizer que, os conceitos de homens bravos, insensíveis ou desleixados, acabaram por completo, pois, cada vez mais, eles se preocupam com a sua esposa ou namorada; cada vez mais, cuidam do seu corpo, quer com massagens, arranjo de unhas e até mesmo com depilação.
Atualmente, os homens usam cremes de dia e de noite para combater as rugas, inclusive, muitos usam até maquilhagem própria para os homens. Estes sinais dos tempos quererão dizer que estão com mais tendências femininas? Não, com certeza que não! Quer antes dizer que, existe uma maior preocupação dos homens com estes pequenos detalhes, que até há poucos anos eram requisitos e necessidades exclusivas das mulheres.
Esta mudança não fica apenas pelos cuidados com o corpo, observa-se também nas atitudes para com a mulher. Novas preocupações que podem ter a ver com a independência que elas têm, atualmente, a nível económico, em relação ao seu parceiro, o que os “obriga” a mudar a maneira de agir e de se preparar também para agradar a sua esposa, noiva ou namorada.
Ora, todas estas mudanças são bem-vindas à Sociedade, pois é através delas que passa a existir uma maior aproximação entre ambas as partes, homem e mulher. Assim, a relação pode ficar ainda mais fortalecida, tendo em conta que os dois elementos passam a ter mais cuidados, sentindo-se melhor consigo mesmos e, em consequência, um com o outro.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

IURD: 34 anos - Comemoração

Igreja Universal comemora a data com inúmeras conquistas e relatos incríveis dos primeiros membros
Neste mês de julho, a Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) completa 34 anos. O trabalho, que começou de forma bem simples em um coreto localizado no Jardim do Méier, zona norte do Rio de Janeiro, cresceu e se expandiu pelo Brasil e pelo mundo. Presente em quase 200 países, os projetos realizados pela IURD não transformam apenas a vida de quem a frequenta, mas da sociedade em geral, uma vez que, por meio de seus trabalhos sociais, ajudam na recuperação de viciados, mendigos, menores infratores e prostitutas.
Membro da Igreja Universal desde o início, Wilson Marinho, de 83 anos, é obreiro há 33. Chegou à IURD nos anos 70, junto com a esposa Deusalina, já falecida. A busca pela cura do filho, que sofria com problemas respiratórios, os levou à pequena igreja na Abolição, onde ele continua firme até hoje. “Ao ouvirmos as palavras do pastor Edir Macedo e vermos a cura do nosso filho, nos firmamos com Deus. O que eu sou hoje devo ao que aprendi com o bispo. Honestidade, fidelidade e fé na Palavra de Deus”, afirma.
Em meio a tantos milagres, histórias curiosas do início da Igreja Universal são contadas pelo aposentado Albino da Silva, de 88 anos. “O bispo Edir Macedo tinha um fusquinha e os bandidos levaram o carro com a esposa dele dentro. Ele ficou muito preocupado. Cheguei a percorrer as ruas da Abolição à procura dela, mas não a encontrei. Assim que voltei para a igreja, eu falei que não era para se desesperar, que ela poderia até mesmo já estar em casa. E foi o que aconteceu. Logo após levarem o carro, eles a soltaram. Lembro que o bispo ficou radiante quando viu que ela estava bem”, conta.

A filha de seu Albino, Alba Maria Veronese da Silva, de 50 anos, seguiu os mesmos passos de dedicação à IURD do pai. “Minha família conheceu o bispo Edir Macedo em 1976”, conta ela, que evangelizou o bispo Romualdo. “Trabalhava em uma empresa em que o bispo Romualdo era office boy do departamento financeiro em que eu era a responsável. Gostava tanto dele que quando possível lhe dava uma carona e ia conversando sobre o Senhor Jesus, a IURD e as bênçãos recebidas. Lembro-me de que, na época, a gente fazia uma reunião de jovens, aos sábados, e o convidei, mas ele não foi. Depois perdi o contato. Me demiti da empresa para trabalhar na Igreja Universal e somente voltei a encontrá-lo na IURD da Abolição”, lembra Alba.
Wilson, Albino e Alba fazem parte do grupo dos chamados “Pratas da Casa”, os primeiros membros da IURD, “os primeiros a terem uma experiência com o Senhor Jesus”, como diz o bispo Edir Macedo em homenagem àqueles que estão na Igreja desde os primórdios (leia o texto). Cada um deles teve um papel fundamental para que a Igreja Universal pudesse prosperar. É o caso da carioca dona Lindalva Bernardo de Figueiredo, que doou o primeiro ventilador que a Igreja Universal teve, quando as reuniões ainda eram na antiga funerária na Abolição. Eny de Oliveira Rifona, de 77 anos, é outro membro antigo. Ela guarda até hoje alguns hinários das primeiras reuniões da IURD que frequentou na década de 80, na rua 25 de Março, no centro de São Paulo. Na época, ela e a família enfrentavam sérios problemas de saúde, sem contar as constantes desavenças. “Os encontros eram mais longos. Dava tempo para o pastor cantar todo o hinário. Aliás, guardo alguns com carinho. São lindas recordações daquele período”, pontua.

E, assim como os outros “Pratas da Casa”, o carinho e a dedicação de Wilson pela IURD duram até hoje. Foi ele quem ajudou a construir e a reformar alguns templos, inclusive o altar da igreja na Abolição no lugar onde antes funcionava um galpão pequeno de uma funerária. “Era muito trabalho, mas eu sempre fiz tudo de coração, como até hoje”, relata o obreiro, que sonha em poder conhecer o Templo de Salomão, em fase de construção na capital paulista (leia mais sobre o templo clicando aqui).
Há 34 anos, com a contínua inauguração de templos e o constante aumento do número de membros, a IURD vem cumprindo o seu propósito principal: levar a Palavra de Deus ao maior número possível de pessoas. Para dar respaldo a este crescimento, o uso das tecnologias da informação tem sido fundamental tanto no Brasil quanto no exterior. As mídias impressas, televisivas, radiofônicas e, mais recentemente, as digitais não são novidades para a Igreja Universal, que se utiliza desses meios para propagar o Evangelho e colaborar com ações sociais, como no caso da conscientização sobre a aids e atenção às vítimas, principalmente no continente africano.
Lançado em 2001, o portal “Arca Universal” (www.arcauniversal.com.br) vem conseguindo mensalmente 20 milhões de acessos. Recentemente a estreia da “IURD TV” aproximou ainda mais os internautas da Igreja. Por meio dos programas, as pessoas têm, 24 horas por dia, a oportunidade de aprendizado, edificação espiritual e interação com pastores e bispos (leia mais IURD na era digital).
Evangelização
Muito antes da internet, a IURD já lançava mão de outros meios de comunicação como ferramentas de evangelização. Na televisão, o primeiro programa da Igreja Universal, transmitido no final da década de 70, foi “O Despertar da Fé”, na extinta “TV Tupi”. Hoje, a IURD possui programações diárias em diferentes horários e emissoras de televisão no País.
Na mídia radiofônica, o destaque fica por conta da “Rede Aleluia” (emissoras de rádio afiliadas que transmitem a programação da IURD no Brasil e no mundo). Por reconhecer a abrangência e a importância do rádio como instrumento para evangelização, o bispo Edir Macedo criou, há 2 anos, a campanha para expansão da rede e, desde então, foram mais conquistas. Hoje, a “Rede Aleluia” possui 71 emissoras afiliadas e, em âmbito internacional, é transmitida pela internet, via satélite. O líder de audiência é o programa “Palavra Amiga”, apresentado pelo próprio bispo Edir Macedo. “Ele faz questão de apresentar. Onde quer que esteja realizando viagem missionária faz o programa”, comenta Marcelo Silva, diretor da

“Rede Aleluia”.

Por meio da programação da IURD nas rádios, milhões de pessoas solitárias, em casa, hospitais e presídios são alcançadas pelas mensagens de edificação e avivamento da fé. “Somente no céu tomaremos conhecimento dos frutos do trabalho evangelístico realizado por este meio de comunicação”, destacou o bispo Edir Macedo.
No meio impresso, a IURD conta com diversos veículos de circulação nacional e internacional. No Brasil, destacam-se o jornal Folha Universal, fundado em 1992 e que hoje possui a maior tiragem do País: cerca de 2,5 milhões de exemplares semanais. África do Sul, Moçambique, Argentina e Equador são alguns dos países onde a IURD também possui periódicos próprios.
Mensal, a revista “Plenitude” é outra publicação da IURD. Há 4 anos surgiu ainda a revista “A Visão da Fé”, criada para os auxiliares do bispo Edir Macedo. A publicação traz informações das viagens missionárias do bispo e dos trabalhos sociais e evangelísticos da Igreja.
Jovens e crianças contam ainda com publicações específicas para suas faixas etárias. Entre elas, “Força Jovem”, “Tá ligado”, “Folhinha IURD” e “Revista Educador” (que atende a faixa etária de 4 a 10 anos).
Na literatura, a Igreja Universal também é responsável por diversos livros para o despertar da fé e outros temas cristãos – todos publicados pela Unipro Editora. Entre os autores estão o bispo Edir Macedo, Cristiane Cardoso e Ester Bezerra.
fonte: iurd.pt
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segunda-feira, 20 de junho de 2011

Quando ela ganha mais que ele

Desde os primórdios, o homem foi a figura responsável pelo sustento da família. Porém, isso começou mudar com a evolução da mulher no mercado de trabalho. Com a ascensão feminina no campo profissional, o modelo de família mudou e ela passou a contribuir com as despesas da casa; muitas delas até mantêm seu lar. O problema é que muitos homem ainda têm dificuldade em lidar com a situação, o que pode gerar alguns conflitos na relação. É possível evitá-los, mas é necessária muita cumplicidade entre o casal.


Cumplicidade é importante para o bem da relação
De acordo com a psicóloga da Unifesp Mara Pusch, ainda vivemos numa sociedade machista, na qual os homens acreditam que, para estar no comando da casa, precisam ter um salário superior ao da mulher.
“Talvez a coisa mais importante numa relação seja não encarar o parceiro como concorrente e sim como alguém que está “junto”. Se conseguirem isso, mais da metade dos problemas estará resolvida”, enfatiza a especialista.
É importante também que a mulher aja de forma prudente, evitando falar determinadas coisas que afetem a autoestima do parceiro. Pusch aconselha que sejam evitadas frases como “eu comprei com o meu dinheiro” ou “você vai à festa porque eu estou pagando”.
Para a psicóloga, a mulher deve se utilizar do afeto para incentivá-lo a crescer e progredir, mas não se desmerecer ou evitar crescer porque ele não está num bom momento da carreira. “Devemos lembrar que a vida é dinâmica e que, de uma hora para outra, as coisas podem mudar e os dois devem comemorar as conquistas individuais”, orienta.
“Atualmente, existem muitos casamentos em que a mulher é executiva e o homem cuida das crianças e da casa, qual o problema? Mas caso esteja ruim, ela deve conversar com o parceiro abertamente sobre seus incômodos para que, juntos, achem as melhores soluções”, destaca Pusch.
Dicas da especialista
1- Observe como os pais dele lidam com finanças e trabalho. Conhecer o
ambiente em que ele foi educado lhe dará um norte sobre como ele pensa sobre gestão financeira;
2- Converse sobre aspirações pessoais e profissionais, isso fará com que conheça mais sobre seu parceiro;
3- A melhor forma de evitar constrangimentos ou brigas por questões financeiras é planejar os gastos a dois. Converse sobre o que desejam antes de comprarem algo;
4- Para custear os projetos coletivos, o casal pode ter uma conta conjunta na qual marido e mulher contribuam com o mesmo percentual aplicado sobre o seu rendimento. Assim, o esforço de contribuição de cada um é igual, portanto justo.
5- Pense em parceria, união e não em si mesma. Enquanto cada um pensar como um indivíduo, será um individualista que tem família.
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sexta-feira, 20 de maio de 2011

O que não pode ter ou ser para arranjar emprego


Os dados chegaram, recentemente, às mãos da agência Lusa e dizem respeito a um estudo feito em 63 pequenas e médias empresas, certificadas pela ISO 9001 (normas técnicas que estabelecem o modelo de gestão da qualidade nas empresas), e coordenado pelo IPAM – The Marketing School. Tendo sido a questão principal do estudo a de perceber quais são os entraves que ainda existem e que são colocados durante a contratação de alguém, para um determinado emprego. E a conclusão revelou que o género, a nacionalidade e o tipo de deficiência são apenas alguns dos fatores que ainda colocam muitas pessoas na lista de desemprego nacional. Quando as empresas colocaram a nacionalidade como fator impeditivo para uma contratação, a desculpa a que recorreram foi a de que 97% dos trabalhadores da mesma seriam portugueses.
Dificuldades de integração
Os cegos lideram a tabela no que diz respeito à integração em empresas, com 71,6% de dificuldade; seguindo-se a etnia cigana com 47,3%; depois, as pessoas com problemas de surdez, com 44,6%; os jovens com dificuldades de aprendizagem, com 43,3% de dificuldades; os portadores de deficiência motora, com 34%, e os ex-toxicodependentes, com 33,8%.
A salientar ainda mais o fosso que existe entre estas pessoas e as empresas está o facto de 19% das empresas do estudo confessar nunca ter tido candidatos com deficiências. As mesmas admitiram também não estarem preparadas para os receber ao nível das acessibilidades físicas.

folha
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sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Catástrofes


Por que é que determinadas pessoas escapam da morte em acidentes aéreos, tsunâmis, terramotos, furações ou ataques terroristas? Frieza e realismo são qualidades de quem escapou de catástrofes.

Seis pessoas foram resgatadas com vida em Port au Prince, cinco dias após o terramoto de magnitude 7.0 que destruiu grande parte da capital haitiana, no dia 12 de Janeiro. Um dos resgatados foi o funcionário dinamarquês da missão de paz da ONU, Jens Christensen. Outras cinco pessoas foram retiradas com vida dos escombros de um supermercado na capital, entre elas um menino de sete anos. Mas, como é que estas pessoas se agarraram à vida contra todas as circunstâncias?

O norte-americano Laurence Gonzalez, premiado jornalista da revista National Geographic, autor do livro “Deep Survival, Who Lives, Who Dies, and Why” (“Sobrevivência Profunda – Quem vive, Quem morre e Porquê”), passou 15 anos a estudar os motivos que levam alguns à vitória e outros ao fracasso e à morte, quando confrontados com situações extremas. E, para sua surpresa, encontrou um padrão uniforme de comportamento entre os sobreviventes de catástrofes, sejam elas uma queda de avião no meio da selva, uma batalha contra o cancro, um divórcio, uma crise empresarial ou mesmo o atentado ao World Trade Center, em Nova Iorque.

As lições de quem sobreviveu

O primeiro comportamento dos sobreviventes é que todos percebem a realidade exatamente tal como ela é. “Muitas das vítimas do 11 de Setembro morreram por achar que tudo ficaria bem, negando a realidade. Os sobreviventes disseram para si mesmos: ‘Ok, o horror está a acontecer, e eu tenho que sair daqui’”, observa Gonzalez.

Em segundo lugar, todos se mantêm calmos, resignando-se à dor. A frieza é essencial para elaborar um plano de ação, como foi o caso do velejador Steve Callahan que, ao ver-se náufrago, no meio do Atlântico, em 1982, passou 76 dias num bote, com água racionada. Para não ceder aos apelos emocionais e beber de uma vez toda a água, Callahan criou na sua mente um capitão, que dava as ordens severas à tripulação (ele).

Outra caraterística é a de, ante o desafio imposto, dividir a imensa tarefa da sobrevivência em tarefas menores, mais administráveis, caso da executiva Lauren Elder, sobrevivente de um acidente aéreo na Serra Nevada, na Califórnia (EUA), que, para não se desesperar com a gigantesca montanha que teria de descer, estabelecia como objetivo imediato apenas a próxima rocha à sua frente.

Celebrar as pequenas vitórias pelo caminho, mesmo que as chances do êxito final pareçam exíguas, é outro comportamento do vencedor/sobrevivente. Já nos piores momentos, muitos estabelecem pequenos rituais para evitar a insanidade. O ciclista Lance Armstrong, vítima de cancro linfático, fazia a contagem diária do seu exame sanguíneo. Os números tornavam-se um refrão mental que o estimulava. Outros recorriam à recitação de poesia ou à elaboração de problemas matemáticos para o alívio do stress.

Não sou uma vítima, mas um vencedor

Um traço paradoxal encontrado por Laurence Gonzalez é que o sobrevivente nunca se vê a si mesmo como vítima, mas como prestador de socorro. Os sobreviventes pensam mais nos seus dependentes (família, funcionários, etc.) do que em si mesmos. Ainda que, esses dependentes sejam imaginários, como no caso do jovem montanhista israelita Yossi Ghinsberg que, perdido no meio da selva boliviana, teve uma alucinação, acreditava que estava na companhia de uma bela mulher. Tudo o que fez para sobreviver foi no intuito de salvá-la. Por fim, outro traço comum dos bem-sucedidos é a crença unânime de que a vitória virá (o que parece óbvio), mas, ao mesmo tempo, mesclando-a com a resignação ante a dor e a morte. É uma resignação sem desistência, tal como Dougal Robertson, sobrevivente por 38 dias em alto-mar. “O acidente deu-me a certeza da morte… algum dia eu morreria, mas não naquele dia. Enquanto o resgate não vinha, tudo o que eu tinha a fazer era continuar o jogo da sobrevivência”, disse.

Vencedores, enfim, também fazem tudo que é possível para alcançar a vitória.

Fonte: fp
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