Mostrar mensagens com a etiqueta Jornalismo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Jornalismo. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

Colunista da Folha compara cristãos a terroristas; Feliciano reage aos “demônios da intriga”

A dicotomia corrente na sociedade brasileira entre direita versus esquerda, conservadorismo versus progressismo, tem motivado a revelação de preconceitos que, antes, eram mantidos internos por grande parte dos protagonistas da grande mídia, sejam jornalistas, comentaristas ou especialistas nos mais diversos assuntos. O mais recente a se revelar foi o ateu e jornalista Hélio Schwartsman, colunista do jornal Folha de S. Paulo, que comparou cristãos a terroristas muçulmanos.
Schwartsman publicou um artigo intitulado “Trevas Cristãs” afirmando que o slogan da campanha do presidente Jair Bolsonaro (PSL), “Deus acima de todos”, é uma síntese que “deveria provocar calafrios em todas as pessoas historicamente alfabetizadas, sejam elas religiosas ou não”.
No artigo fica evidente que Schwartsman fala, implicitamente, de uma guerra cultural em curso no país, pois segundo o jornalista, o conceito por trás da frase usada por Bolsonaro remete a guerras ocorridas séculos atrás – com protagonismo da Igreja Católica – quando as culturas vigentes foram suplantadas pelos usos e costumes cristãos.
“Como a maioria dos brasileiros votou em Jair Bolsonaro conhecendo seu lema, parece lícito concluir que ou a maioria das pessoas é masoquista ou não é historicamente alfabetizada”, diz o jornalista, que em seguida se vale de ironia para rebater a compreensão de que há doutrinação nas escolas públicas do país: “Nesta última hipótese, nossos professores de história, todos eles esquerdistas, fracassaram miseravelmente em mostrar para seus alunos os crimes cometidos em nome de Deus”.
A sugestão da leitura do livro The Darkening Age (“A idade das trevas), de Catherine Nixey, é feita de forma a reforçar sua visão de que os cristãos, maioria no Brasil há séculos, são uma espécie de célula terrorista adormecida: “A tese central do livro é simples. O cristianismo triunfou na Europa e cercanias destruindo o mundo clássico que o precedeu. O ‘destruir’ deve ser interpretado literalmente, para incluir a pilhagem de templos, vandalização de estátuas, queima de livros e, é claro, tortura e assassinato de adversários”, pontua.
Hélio Schwartsman acrescenta ainda que a autora aponta que “apenas 10% da literatura clássica tenha sobrevivido até a Idade Moderna” no que se refere à Europa como um todo. “Se considerarmos só os latinos, o quadro é ainda pior. Só 1% do que foi escrito por romanos não cristãos foi preservado. Santos das Igrejas Católica e Ortodoxa, como João Crisóstomo, gabavam-se de ter feito desaparecer toda uma cultura”, critica.

“O que mais perturba na leitura de The Darkening Age é a total semelhança entre o que fizeram os cristãos dos anos 300, 400 e 500 o que fazem hoje membros do Taleban e do Estado Islâmico. A intolerância que militantes religiosos radicais mostram para com outros credos, os assassinatos praticados com requintes de crueldade e a insana ‘certeza’ de estar obedecendo a comandos de um ente supremo infalível revelam quão perigoso é pôr Deus acima de tudo”, finaliza o colunista da Folha.

Resposta

O pastor Marco Feliciano reagiu ao artigo de Hélio Schwartsman e disse que apesar de ser ateu, o jornalista é alguém inteligente, mas que se mostra ignorante no que se refere à religião. “Ele cita fatos históricos, que são desconhecidos, que são discutíveis e extemporâneos, para justificar um ataque gratuito à capacidade de opinar de 65 milhões de brasileiros que votaram em Bolsonaro. […] Não poderia ser mais nefasto e vil a comparação que ele tenta fazer entre as manifestações religiosas aqui no Brasil em defesa das tradições judaico-cristãs com o radicalismo do talibã e do Estado Islâmico”, rebateu.

Feliciano teceu críticas ainda à direção da Folha, que adotou uma postura distante da isenção, segundo ele, para estimular uma espécie de “terceiro turno das eleições presidenciais”, vencidas em 2018 por Bolsonaro, e sugeriu aos cristãos que leem o jornal a reagirem a esse tipo de ataque.
“A Folha abandonou as tradições dos seus fundadores e, pelo vil metal, tornou-se [como] jornalecos vendidos à esquerda militante, que se traveste de democrata. Eu peço a Deus que nos livre dos demônios da intriga e contenda entre os irmãos brasileiros. Que tenhamos um período de paz e de muita prosperidade”, finalizou o pastor.
Assista:


Curta o Amigos da Universal no Facebook! Obrigado. Volte sempre!

sábado, 4 de junho de 2011

Folha Universal chega a sua milésima edição

Com quase duas décadas de existência, o maior jornal em circulação no Brasil e na América Latina, alcança marca histórica e lança um novo site
 No domingo, dia 5 de junho, a Folha Universal chega a sua milésima edição. Com uma tiragem semanal de aproximadamente 2,5 milhões de exemplares – auditados pela BDO Trevisan –, é hoje o maior jornal em circulação no Brasil e na América Latina, estando presente em todos os municípios do País. Além da marca histórica, o periódico está com um novo projeto gráfico, com editorias divididas por cores, o que facilita a identificação do conteúdo, ajudando a organizar a leitura.
Em 2008, a Folha já havia passado por uma mudança, quando foi dividida em dois cadernos: um com matérias seculares e outro com o conteúdo da IURD. Para essa nova fase, foram feitas várias pesquisas, segundo o chefe de redação Celso Fonseca. “O resultado é um jornal mais limpo, com espaçamento maior entre as colunas. O jornal está mais leve e nós vamos explorar mais o uso de infográficos nas matérias”, conta.
Novo site
Junto com a edição 1.000, também entra no ar uma nova versão online da Folha Universal, totalmente reformulada. O site www.folhauniversal.com.br traduz de forma virtual o que é o jornal impresso. Num primeiro momento, os internautas encontrarão um novo layout e a possibilidade de pesquisar as edições anteriores do jornal em formato “page flip” (espécie de fichário virtual, que permite folhear páginas). Eles também poderão fazer comentários sobre as matérias de capa. 
A tendência é que edição online da Folha se torne cada vez mais colaborativa, integrada com as redes sociais, permitindo o máximo de interação ao internauta. “Vamos enriquecer o conteúdo do jornal impresso, com as ferramentas tecnológicas da internet. No futuro, pretendemos fazer atualizações de notícias, disponibilizar galerias de fotos e entrevistas em áudio, por exemplo”, explica Fonseca.
Recorde
A milésima edição da Folha Universal está voltada para o próprio jornal, com tiragem recorde de 4 milhões de exemplares. Nela, consta a história do veículo, que tem uma longa trajetória de resistência contra preconceitos. Além disso, fala-se um pouco de outra característica importante do periódico, que é a sua complexa operação de distribuição. Para chegar a algumas cidades mais extremas do País, o jornal é transportado até de barco.
Há ainda depoimentos de várias personalidades brasileiras, incluindo o da presidente da República, Dilma Rousseff, cumprimentado o jornal pela marca histórica. Além dela, também falaram José Sarney, o presidente do Senado; os jogadores de futebol Kaká e Lúcio; Ana Hickmann, Ana Paula Padrão e Gugu, apresentadores da Rede Record; os governadores Geraldo Alckmin, Sérgio Cabral e Antônio Anastásia; e a ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, entre outros.
Na coluna Ponto Final, em um artigo, o bispo Edir Macedo fala da importância da Folha Universal, agradecendo aos membros da IURD que, semanalmente, adquirem o jornal, ajudando em um incansável trabalho de alerta aos brasileiros e de socorro aos sofridos.

Obrigado pela sua VISITA E VOLTE SEMPRE!

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Jornalismo covarde

  A primeira impressão é a de um escândalo. Manchete principal do portal UOL e destaque na capa da Folha de S. Paulo de hoje.
Leio o título: "EUA investigam Universal por remessa de R$ 420 milhões".
Vou ao texto. E uma decepção, bem comum ultimamente, nas páginas do que virou o jornal da família Frias. Uma lástima, uma perda de tempo.
Dois pontos chamam a atenção.
Primeiro: como sustentar uma reportagem desse porte, com esse "barulho todo", baseada apenas na informação de duas pessoas acusadas de cometer crimes e que podem ter suas penas reduzidas ao denunciarem alguma coisa ou alguém?
É como se um chefão do PCC decidisse dizer que entregou papelotes de drogas na casa do Octávio Frias Filho, dono da Folha de S.Paulo, e que, por essa "delação", ele ganhasse menos tempo de cadeia.
E aí vem um jornal qualquer e publica a seguinte manchete:  "Polícia investiga Octávio Frias por tráfico de drogas".
Absurdo!! Que força, que credibilidade teria essa informação? Nenhuma! Além de injusto, é maldoso. Jornalismo covarde.
O segundo ponto. E o mais grave.
Ao terminar o texto, me perguntei: eu já não li isso antes? Estranho...
Por curiosidade, dei um google. Coisa simples, dezoito tecladas. Dezoito. E lá está a manchete do Estadão de 28 de abril:
"Doleiros dizem que Universal enviou R$ 400 milhões ao Exterior".
Estadão, 28 de abril. Folha, 24 de agosto.
Clique aqui e veja você mesmo.
A Folha teve coragem de repetir a mesmíssima matéria. Números, valores, fontes, nomes. Tudo igual. Exatamente igual. Compare.
Minha pesquisa no Google não parou por aí.
Mais algumas tecladas e lá estava a mesma reportagem, desta vez... na própria Folha de S.Paulo!
Dia 29 de abril, com o título: "Doleiro confirma remessa à Universal".
Tudo igual ao que li hoje.
Aí, não tem santo que aguente. Não concordo com os dogmas da Igreja Universal nem com os da Igreja Católica, nem com os de nenhuma outra igreja.
Sou ateu, como já disse outras vezes. Mas aí não dá.
As perguntas saltam para qualquer pessoa de inteligência média:
Por que a Folha volta com o assunto clonando o Estadão?
Por que a Folha dá tanto destaque para uma matéria copiada do Estadão, às vésperas das eleições?
O que acontece pra valer nos subterrâneos da Folha?
O que há por trás de tudo isso?

Fonte: http://noticias.r7.com/blogs/o-provocador/2010/08/24/jornalismo-covarde/
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...