Mostrar mensagens com a etiqueta carta. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta carta. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

DESABAFO de uma ex-obreira da Universal

Desculpe o meu desabafo...

Ontem me surpreendi com matérias estampadas em vários veículos de comunicação. Nada que eu não tenha visto ou ouvido falar desde que conheci a Igreja Universal. 
Uma noticia a mais ou a menos que diga respeito à igreja, não costuma chamar minha atenção. Mas aquela era diferente. Ela trazia estampado um nome: bispo Alfredo Paulo. 

Esse foi o homem que estava pregando quando entrei pela primeira vez em uma Universal, na minha adolescência, há mais de 15 anos. Ele foi o homem de quem aprendi os primeiros ensinamentos. Por meio das palavras dele engatinhei, andei e cresci espiritualmente. Foi ele quem, aos meu 16 anos de idade, pregou nas vigílias que participei na madrugada e, em muitas delas, tive que dormir no banco da igreja até o dia amanhecer, porque não tinha como ir embora para casa. Como esquecer o homem que nos alfabetizou na fé? Como não tê-lo relevantemente em nossas memórias, com carinho e admiração? Foi o que me levou a abrir a matéria - algo que normalmente sequer faço, quando você o nome da igreja na capa. E como se não bastasse, sonhei com isso. Passei o dia me perguntando, por que aquele homem caiu? O que teria acontecido? E resolvi pesquisar. Não é muito difícil, hoje em dia, quando se tem Google, Facebook e tantos outros meios de comunicação. O que encontrei foi uma página pessoal, em uma rede social, destilada de veneno. Pensei, pensei muito em abrir ou não um daqueles vídeos........

Tenho duas amigas que brigaram, ano passado. Ambas não se falam mais, desde então, mas mantenho contato com as duas, separadamente. Não sei quem foi a certa ou a errada na confusão. Elas estavam sozinhas quando tudo aconteceu. Cada qual traz a sua versão - e também não me interessa o que quer que tenha se passado entre elas. A questão é que, durante todos esses meses, uma delas fala da outra com carinho e pesar, por terem se separado. Para ela, tudo não passou de um mal entendido. Essa segue sua vida e, de uma maneira sutil e sem demonstrar qualquer tipo de rancor, relembra o que aconteceu com tristeza e respeito. A outra, há meses carrega um ódio que a vem consumindo. Frequenta uma igreja evangélica e no ano novo estava "cuspindo marimbondos" com o pastor porque ele mandou perdoar. Sempre que fala da antiga amiga, a chama de monstro, víbora e carrega uma raiva tão grande que parece não caber no próprio peito. Cada vez que tento mostrar a ela o benefício do perdão, sou atacada com palavras. Foi quando comecei a perceber que, ainda que não caiba a mim julgar o que houve, a maneira como ambas vem agindo diante do problema, tem sido suficiente para que eu pudesse enxergar quem me fazia mal e de quem eu deveria me afastar.

E foi essa a razão pela qual eu decidi NÃO abrir aqueles vídeos. Porque não me interessa o que aquele homem tem a dizer sobre a igreja. Alguém que constrói uma página no Facebook e permanece por dois meses vomitando tanto ÓDIO sobre qualquer pessoa, coisa, instituição, ou o que seja, não merece ser ouvido. Conhecemos uma árvore pelos frutos. O diabo me levou a uma árvore cheia de frutos podres e eu optei por NÃO colhe-los. Sou uma ex-obreira que vem tentando há 13 anos voltar a ter fé. Uma vez que caímos, passamos a ter um abismo sete vezes maior do que qualquer outro para escalar. Eu escolhi deixar a obra de Deus e me arrependo a cada dia da minha vida, nessa ultima década. Em todos esses anos, NUNCA duvidei da integridade da Igreja Universal. Aos erros que ela (ou a sua direção) possa ter, não cabe a mim julgar. Foi lá que Deus mudou minha vida. É lá onde aprendo a viver. Foi onde vi centenas de pessoas sendo transformadas e curadas. É onde vejo os pastores dando seu sangue, sem férias e vida pessoal, para manter as portas abertas a qualquer hora do dia ou da noite. É onde tenho visto igrejas e igrejas sendo abertas pelo mundo - razão pela qual as ofertas são necessárias, mas não mandatórias. Dou as minhas quando quero - e SE quero.

Por muitas e muitas vezes desejei, ardentemente, voltar naquele banco, em Belo Horizonte, onde estava pregando o bispo Alfredo Paulo, e aprender tudo outra vez. Hoje, continuo com esse mesmo desejo. Se isso fosse possível, aproveitaria a oportunidade e diria para ele que, não apenas para mim, também pregasse para si. Porque esse abismo que vem me separando de Deus enquanto eu ainda tenho, pelo menos, tentado encontrá-lO novamente, será infinitamente maior para ele, que parece ter entregado a si mesmo ao diabo.

Não é possível colher-se figos de espinheiros, nem tampouco, uvas de ervas daninhas. Da mesma forma, seria impossível ouvir a voz de Deus em uma boca que vem pregando tanto ódio, injustiça e ingratidão. Sinto um ALÍVIO por não ter aberto aqueles vídeos, porque de tudo o que devo guardar, o principal, é o meu coração.

Que DEUS continue abençoando ao senhor, bispo, e a toda a direção da igreja.
Desculpe o meu desabafo.
Julia

Curta o Amigos da Universal no Facebook! Obrigado. Volte sempre!

sexta-feira, 8 de junho de 2012

UM ALERTA IMPORTANTE A TODOS E TODAS ... VALE A PENA LER !

  É LAMENTÁVEL... MAS FICA UMA ALERTA A TODOS

UMA LINDA MENINA .

Meu nome é Patrícia, tenho 17 anos, e encontro-me no momento quase sem forças, mas pedi para a enfermeira Dane minha amiga, para escrever esta carta que será endereçada aos jovens de todo o Brasil, antes que seja tarde demais. Eu era uma jovem "sarada", criada em uma excelente família de classe média alta de Florianópolis. Meu pai é Engenheiro Eletrônico de uma grande estatal, e procurou sempre para mim e para meus dois irmãos dar tudo de bom e o que tem de melhor, inclusive liberdade que eu nunca soube aproveitar. Aos 13 anos participei e ganhei um concurso para modelo e manequim para a Agência Kasting e fui até o final do concurso que selecionou as novas Paquitas do programa da Xuxa. Fui também selecionada para fazer um Book na Agência Elite em São Paulo. Sempre me destaquei pela minha beleza física, chamava a atenção por onde passava. Estudava no melhor colégio de "Floripa", Coração de Jesus. Tinha todos os garotos do colégio aos meus pés. Nos finais de semana freqüentava shopping, praias, cinema, curtia com minhas amigas tudo o que a vida tinha de melhor a oferecer às pessoas saradas, física e mentalmente.
Porém, como a vida nos prega algumas peças, o meu destino começou a mudar em outubro de 1994. Fui com uma turma de amigos para a OCTOBERFEST em Blumenau. Os meus pais confiavam em mim e me liberaram sem mais apego. Em Blumenau, achei tudo legal, fizemos um esquenta no "Bude", famoso barzinho da Rua XV. À noite fomos ao "PROEB" e no "Pavilhão Galego" tinha um show maneiro da Banda Cavalinho Branco. Aquela movimentação de gente era trimaneira". Eu já tinha experimentado algumas bebidas, tomava escondido da minha mãe o Licor Amarula, mas nunca tinha ficado bêbada. Na quinta feira, primeiro dia de OCTOBER, tomei o meu primeiro porre de CHOPP. Que sensação legal curti a noite inteira "doidona", beijei uns 10 carinhas, inclusive minhas amigas colocavam o CHOPP numa mamadeira misturado com guaraná para enganar os "meganha", porque menor não podia beber; mas a gente bebeu a noite inteira e os "otários" não percebiam. Lá pelas 4h da manhã, fui levada ao Posto Médico, quase em coma alcoólico, numa maca dos Bombeiros. Deram-me umas injeções de glicose para melhorar. Quando fui ao apartamento quase "vomitei as tripas", mas o meu grito de liberdade estava dado.
No dia seguinte aquela dor de cabeça horrível, um mal estar daqueles como tensão pré- menstrual. No sábado conhecemos uma galera de S.Paulo, que alugaram um "ap" no mesmo prédio. Nem imaginava que naquele dia eu estava sendo apresentada ao meu futuro assassino.
Bebi um pouco no sábado, a festa não estava legal, mas lá pelas 5:30h da manhã fomos ao "ap" dos garotos para curtir o restante da noite. Rolou de tudo e fui apresentada ao famoso baseado "Cigarro de Maconha", que me ofereceram. No começo resisti, mas chamaram a gente de "Catarina careta", mexeram com nossos brios e acabamos experimentando. Fiquei com uma sensação esquisita, de baixo astral, mas no dia seguinte antes de ir embora experimentei novamente. O garoto mais velho da turma o "Marcos", fazia carreirinho e cheirava um pó branco que descobri ser cocaína. Ofereceram-me, mas não tive coragem aquele dia.
Retornamos a "Floripa" mas percebi que alguma coisa tinha mudado, eu sentia a necessidade de buscar novas experiências, e não demorou muito para eu novamente deparar-me com meu assassino "DRUGS". Aos poucos meus melhores amigos foram se afastando quando comecei a me envolver com uma galera da pesada, e sem perceber eu já era uma dependente química, a partir do momento que a droga começou a fazer parte do meu cotidiano. Fiz viagens alucinantes, fumei maconha misturada com esterco de cavalo, experimentei cocaína misturada com um monte de porcaria. Eu e a galera descobrimos que misturando cocaína com sangue o efeito dela ficava mais forte, e aos poucos não compartilhávamos a seringa e sim o sangue que cada um cedia para diluir o pó. No início a minha mesada cobria os meus custos com as malditas, porque a galera repartia e o preço era acessível. Comecei a comprar a "branca" a R$ 7,00 o grama, mas não demorou muito para conseguir somente a R$ 15,00 a boa, e eu precisava no mínimo 5 doses diárias. Saía na sexta-feira e retornava aos domingos com meus "novos amigos". Às vezes a gente conseguia o "extasy", dançávamos nos "Points" a noite inteira e depois farra.
O meu comportamento tinha mudado em casa, meus pais perceberam, mas no início eu disfarçava e dizia que eles não tinham nada a ver com a minha vida. Comecei a roubar em casa pequenas coisas para vender ou trocar por drogas. Aos poucos o dinheiro foi faltando e para conseguir grana fazia programas com uns velhos que pagavam bem. Sentia nojo de vender o meu corpo, mas era necessário para conseguir dinheiro. Aos poucos toda a minha família foi se desestruturando. Fui internada diversas vezes em Clínicas de Recuperação. Meus pais sempre com muito amor gastavam fortunas para tentar reverter o quadro. Quando eu saía da Clínica agüentava alguns dias, mas logo estava me picando novamente. Abandonei tudo: escola, bons amigos e família.
Em dezembro de 1997 a minha sentença de morte foi decretada; descobri que havia contraído o vírus da AIDS, não sei se me picando, ou através de relações sexuais muitas vezes sem camisinha. Devo ter passado o vírus a um montão de gente, porque os homens pagavam mais para transar sem camisinha. Aos poucos os meus valores, que só agora reconheço, foram acabando, família, amigos, pais, religião, Deus, até Deus, tudo me parecia ridículo. Meu pai e minha mãe fizeram tudo, por isso nunca vou deixar de amá-los.
Eles me deram o bem mais precioso que é a vida e eu a joguei pelo ralo. Estou internada, com 24kg, horrível, não quero receber visitas porque não podem me ver assim, não sei até quando sobrevivo, mas do fundo do coração peço aos jovens que não entrem nessa viagem maluca... Você com certeza vai se arrepender assim como eu, mas percebo que é tarde demais pra mim.



OBS.: Patrícia encontrava-se internada no Hospital Universitário de Florianópolis e descreve a enfermeira Danelise, que Patrícia veio a falecer 14 horas mais tarde que escreveram essa carta, de parada cardíaca respiratória em conseqüência da AIDS.
Por favor, repassem esta carta. Este era o último desejo de Patrícia.
 


Foge também das 
paixões da mocidade; e segue a justiça, a fé, o amor, e a paz com os que, com um coração puro, invocam o Senhor
2 Timoteo 2:22
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...